Por Leonardo Matos

Ana Maria Moraes ou apenas Nana Moraes, nasceu em 21 de fevereiro de 1963, natural do Rio de Janeiro, casada, mãe de Ligia e Ricardo (que também puxou os passos da mãe) e avó de Rosa, José Antônio e Mathias.

Nana é formada em Jornalismo pela PUC de São Paulo. Começou a carreira como assistente de seu pai, o fotografo José Antônio Moraes.

Colabora há 29 anos para o mercado editorial, cultural e publicitário. Hoje, está à frente do Retrato Espaço Cultural. Foi seis vezes vencedora do Prêmio Abril de Jornalismo – a última em 2010 – e premiada pela Associação Brasileira de Propaganda como “Destaque Profissional/Fotografia”, em 2007 e 2011.


Tem mais de 600 capas publicadas e fez fotos para capas de cd's, publicidade e matérias de revistas (moda, beleza e culinária, entre outras).


Em 1997, realizou a exposição individual, “Mulher, Tinta e Fotografia” no Centro de Cultura Laura Alvin. Participou de várias exposições coletivas, destacando-se, “A Imagem do Som da MPB” (2006), “A Imagem do Som do Samba” (2008), no Paço Imperial e “Eternal Feminine Plural”, na International Labor Organization, em Genebra (2011). Publicou o livro "Andorinhas", Nau Editora, RJ, 2011. Expôs “Andorinhas” no Espaço Tom Jobim no Jardim Botânico do RJ, em 2012, no II Foto em Pauta Tiradentes.


Em, 2017 expôs "Ausência" no Centro Cultural Correios na programação oficial do FotoRio Festival Internacional de Fotografia. No mesmo ano expôs na Casa de Cultura de Paraty no Festival Paraty em Foco.

Começou a trabalhar como assistente em estúdio com seu pai com uma câmera Mamiya (que originalmente alcançou fama por suas câmeras profissionais de formato médio, como a série Mamiya Six e a Mamiya Press. Mais tarde, desenvolveu a série RB67 da indústria, a RZ67 e a série C Mamiya reflexo de lentes duplas, utilizadas por fotógrafos amadores e profissionais avançados). Hoje em dia ultiliza uma Phase One de médio formato. Um fabricante de câmeras digitais de médio porte da Dinamarca, comprou uma participação importante na Mamiya. Em 2012, a Phase One combinada Mamiya e outra subsidiária, a Leaf Imaging, criaram uma nova marca mundial Mamiya Leaf para integrar as linhas de produtos de ambas as empresas em uma oferta completa de sistema de câmera digital de médio formato).

A marca oferece um desenvolvimento simplificado de produtos e o estabelecimento de uma base de vendas e suporte ao cliente mais eficiente, Nana também utiliza uma Cannon (35mm) na qual ela considera as melhoras digitais.


Sua atuação comercial é publicidade, editorial e etc. Ama fotografar o que pode desvelar, assim começou a sua trilogia: DesAmadas, onde retrata vidas de mulheres estigmatizadas e excluídas, “sou retratista”, afirma ela.

 

Escolhi Nna Moraes para o segundo Dossiê por sua determinação e amor a fotografia, prova de que muitas mulheres no nosso País podem ter seu reconhecimento e uma carreira de sucesso repleta de história.