Nascido e criado em São Paulo, Mauro Salles Holanda de Freitas tem 61 anos, casado, sua esposa é pâtissière, seus amigos são chefs, barmen, padeiros, jornalistas especializados e fotógrafos. Vive da gastronomia e na gastronomia, essa é sua verdadeira paixão.

Tem uma longa experiência como fotografo na área da hoje chamada gastronomia. Quando começou a trabalhar nesta área era conhecido como fotografo de comida, coisa não muito prestigiada na época. Mauro virou o Brasil a procura de recantos, produtos e delícias desconhecidas para os leitores da revista Gourmet nos idos dos anos 80. Nesta época a cozinha regional só era conhecida na própria região.

Entrou neste universo por puro acaso, ao cobrir um fotógrafo da antiga Revista Gourmet acabou descobrindo que tinha jeito para a coisa. Fez outra foto, mais outra e lá se vão quase 30 anos. Foi, também, procurar aquela que era considerada a melhor cachaça do país, foram muitas viagens a Salinas em busca de pessoas e suas histórias, resultando em várias matérias, muitas fotos e livros. Sempre atento Mauro procurava se inteirar das novidades frequentando as cozinhas dos mais variados tipos de restaurantes.

Estudou Cinema ECA/USP + Pós-graduação em Gastronomia (História e Cultura) Senac-SP. Além de fotografar também leciona workshops e tem um DVD publicado pela Editora Photos. Tem Irving Penn como referência de fotógrafo e diz que todos deviam ter, porque foi a base da fotografia moderna. Ansel Adams o ápice da fotografia clássica e inventor do sistema de zonas que muito ajudou os fotógrafos nos tempos do filme.

Começou a fotografar com Canon T1 35mm. Depois de trabalhar muito com câmeras de grande formato (4x5 polegadas) e formato médio (6x7 e 6x6), voltou para o formato 35mm com o advento das câmeras digitais. Hoje fotografa com equipamento Nikon D800 e D610 e uma vasta gama de lentes e flashs da mesma marca.

Em sua atuação comercial, Mauro diz que nunca conseguiu separar seu trabalho pessoal da produção comercial. São diferentes desafios que ele encara com enorme prazer, “Os desafios técnicos e estéticos têm o mesmo peso e valor”, acrescenta, “Tudo é fotografia”.

Não gosta de rótulos quando se trata a ter um estilo especifico, ele apenas vai tocando para frente. Tentando atender e entender o melhor possível seus clientes para que seja o melhor resultado para ambos. Raramente trabalha com Lay out, a sua fotografia comercial é muito livre, normalmente faz o que quer. A foto só tem que caber dentro de um determinado espaço, “O resto é por minha conta” diz ele.

O espírito livre e a liberdade de se trabalhar como quiser me encantou, sempre respeitando e entendendo o cliente. A bravura de experimentar algo antes julgado como “Fotografo de comida” e hoje ser aclamado como um dos melhores fotógrafos no ramo de gastronomia ínsita a nunca desistir daquilo que acreditamos.