Roberto Wolfenson ou Bob Wolfenson como é popularmente conhecido, cresceu no Bom Retiro em São Paulo (1954). Sua carreira se iniciou aos 16 anos, após a morte precoce de seu pai, Bob se viu obrigado a conseguir um emprego e foi como estagiário aprendiz no estúdio da Editora Abril, na época, dirigido pelo grande fotógrafo cearense Chico Albuquerque e lá passou 4 anos.

Em 1973 decidiu estudar ciências sociais na USP, pós faculdade, morou em Nova York no início dos anos 80, aonde trabalhou por um ano como assistente do fotografo de moda americano Bill King. No ano de 82 Wolfenson volta ao Brasil para trabalhar no mercado de moda, seus primeiros trabalhos foram para as lojas Riachuelo e C&A, em 1985 começou a fazer editoriais para diversas revistas de moda e inclusive para a Playboy.

Em 1995, é laureado pela Funarte (Fundação Nacional das Artes do Ministério da Cultura) como o melhor fotógrafo do ano na categoria arte. No ano seguinte, recebe o prêmio de melhor fotógrafo de moda pelo Phytoervas Fashion Awards. Uma campanha para a Grendene, para a qual fotografou Gisele Bündchen, lhe rende o 1° prêmio da Fundação Conrado Wessel para fotografia publicitária, em 2005. Suas obras estão presentes em fotografias de capas de discos, livros, jornais e revistas que marcaram a iconografia Brasileira das últimas 4 décadas.

Bob trabalha para os principais meios de comunicação de publicidade e moda, como: Folha de São Paulo, Elle, Vogue, Veja, Marie Claire, Harpe’s Bazzar, Playboy e Rolling Stones. Criador da Revista S/N lançada em 2002 com a ajuda do jornalista Hélio Hara, atua como editor e articulador de projetos especiais com marcas. A S/N foi escolhida pela equipe da publicação "The Last Magazine" como uma das 100 melhores revistas independentes do mundo e em 2015 e conquistou o prêmio PINI da indústria gráfica Brasileira na categoria design e objeto.

Além de suas exposições individuais, suas obras fazem parte do acervo do Museu de Arte de São Paulo, do Museu de Arte Moderna e do Museu de Arte Brasileira. Sua primeira exposição foi em 1989 intitulada ‘Minhas Amigas do Peito”.

‘Não sou escravo da técnica no sentido em que vejo muitos fotógrafos serem, aqueles que tem um número grande de equipamentos e ficam um pouco a mercê deles e dos efeitos fáceis, eu diria que não tenho uma única premissa. Muitas vezes, opero uma 35mm sem grandes preocupações, Outras vezes, trabalho com uma câmera 8×10”.

Wolfenson classifica o estilo de fotografia publicitaria como a de um DJ; “O fotógrafo publicitário equivale a um DJ que mistura ritmos e sampleia outras músicas para fazer o seu singular trabalho”. 

Hoje com 64 anos é considerado por muitos, inclusive por mim, que o escolhi como o melhor do ramo, como um dos maiores fotógrafos da América Latina na área publicitária e por seu trabalho ímpar como retratista.