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Com o aumento das visualizações, as parcerias ficaram mais frequentes e, com isso, as lives uniram os mais necessitados, os microempreendedores e os músicos

 Por Jaqueline Nunes

Que a música faz parte das nossas vidas é inegável. Mas em 2020, apesar da pandemia que matou milhares de pessoas, o Brasil conseguiu se reinventar sob diversos aspectos, e um dos setores que mais se renovou foi a música. Diante do distanciamento físico, fãs de todos os gêneros puderam prestigiar seus artistas favoritos através das lives e, de quebra, ajudar aos mais vulneráveis. De acordo com uma pesquisa divulgada pela Folha de S.Paulo, até junho de 2020 foram arrecadados R$ 17,6 milhões em doações.

Na Baixada Santista, Rodrigo, de Guarujá, cantor solo e também vocalista do Grupo Pagode Live, viu a oportunidade ideal para unir a ideia da banda e a necessidade de entretenimento do público: “Na realidade a gente tinha um projeto antes das lives, e esse projeto a gente viu que daria muito mais visibilidade na pandemia. Porque a gente não estava fazendo nada e a gente tinha que bolar alguma coisa pra entreter o povo pra galera poder estar junto com a gente, quem acompanha nosso trabalho”, afirma.

Casas, estúdios e até mesmo estabelecimentos que estavam fechados foram o palco para os músicos da região. Rodrigo conta que, com o Pagode Live, o projeto teve o intuito duplo de divulgar o trabalho musical e ajudar um salão de cabeleireiro que aceitou a parceria: “As lives eram feitas em um salão que a gente conseguiu com uma parceria, em troca a gente divulgava o lugar, era um salão de cabeleireiro e a gente fazia lá. Fazíamos em prol do nosso projeto mesmo [as lives] e divulgava as coisas e a gente monetizou isso. A gente divulgava e cobrava um valor, pedia brinde pra doar pra galera, pra sortear”, explica.

Apesar da atual retomada dos shows ao vivo com a reabertura de bares, restaurantes e casas noturnas, a alternativa de fazer lives ainda continua pertinente. Para os especialistas em comunicação social João Francisco Raposo e Carolina Frazon Terra, em artigo ao Meio e Mensagem, a tendência para os próximos anos ainda é incerta, porém, com as mudanças até aqui, é importante os músicos estarem preparados para continuar se reinventando.

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