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Por Carlos da Hora e Bianca Lopes 


Durante a pandemia, o cenário musical foi desafiado. Além da necessidade de se reinventar, foi preciso sobreviver. A União Brasileira de Compositores (UBC)r ealizou uma pesquisa em conjunto com a faculdade ESPM, em 2020, com 883 músicos de todo o Brasil. Essa pesquisa demonstrou que cerca de 86% dos entrevistados sentiram a diferença no bolso. Além disso, 30% perderam tudo do que ganhavam com a música.

Na Baixada Santista, a banda de rock alternativo Depois da Tempestade dividiu como foi a experiência do grupo com o ‘novo normal’: “Acho que o segredo desse período é não parar de trabalhar e tentar achar outros meios para se conectar com o nosso público”, declarou Victor Birkett, vocalista da banda. O grupo ainda conta com os integrantes Mily Taormina (baixo e voz), Gutto Albuquerque (guitarra), Bruno Andrade (bateria) e Maru Mowhawk (teclado).

Além do impacto financeiro, a pandemia mudou o processo criativo dos artistas: “Confesso que é diferente. Em uma pandemia, nossa cabeça acaba indo para outras ideias, muitas vezes até mais tristes e temos nos adaptar a isso. É difícil compormos coisas mais alegres e alto-astral durante esse período, até porque soaria muito falso. Ainda assim, buscamos sempre mesclarmos esse lado mais sombrio com algumas coisas boas da vida que não se apagam”, destaca Birkett.

Expectativas

“No começo, seguimos o fluxo, focamos em lives e mesmo apesar de tudo foi um 2020 bom! Foi o ano que mais nos escutaram no Spotify e conseguimos arrecadar uma boa quantia com a venda de produtos oficiais. Musicalmente, apresentamos um EP com músicas ao vivo, gravado e 2021, intitulado ‘Depois da Experience’. Nele, regravamos quatro canções nossas”, comenta Victor.

“Com todos esses números que conseguimos nas plataformas digitais, fico ainda mais animado para voltarmos aos palcos. Sinto que conseguiremos fazer umas apresentações muito boas”, finaliza.

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