Por Vitória Alves

A jornalista e editora-chefe do jornal A Tribuna Arminda Augusto foi a palestrante convidada para a aula magna de Comunicação, realizada no teatro da ESAMC Santos, no dia 21 de fevereiro. No início da conversa, Arminda falou um pouco sobre sua trajetória e seus 22 anos no jornal A Tribuna, onde iniciou como repórter, cobrindo os setores de meio ambiente e educação.


Arminda falou sobre sua felicidade ao saber que a procura pelos cursos de Comunicação cresceu, pois demonstrou preocupação com o tipo de profissional que chegaria ao mercado de trabalho diante da não obrigatoriedade de diploma para jornalistas.


Ela ressaltou a importância do pensar e que é dentro da universidade que se tem essa oportunidade, e citou Ricardo Boechat (morto num acidente aéreo em 11 de fevereiro): “Para ser jornalista tem que sentir o ‘cheiro da notícia’”, e que deve ter fundamento para falar e isso vem muito da formação universitária, independentemente da universidade. O diploma, ainda assim, acaba sendo pré-requisito na hora da contratação do profissional.


Ao longo do bate-papo, a jornalista falou sobre os bastidores da pré-seleção dos estagiários para o jornal, citando o caso de um texto que chamou sua atenção, mas não de forma positiva, pois estava repleto de erros de português que a fizeram convidar a candidata para uma conversa, a fim de entender o que a estudante lia e se tinha o hábito de ler. E frisou: “leiam bastante, esta é uma das maiores exigências para ser um bom jornalista”.

Ao final da conversa, Arminda nos deixou algumas instruções: “Não se acomodem”, ao destacar a importância de buscar sempre por conhecimento em diversas áreas e sobre diversos assuntos, mesmo os que não nos agradam. “Dentro de um jornal, você não deve ficar esperando sempre pela pauta do dia. É bom se questionar ‘qual a pauta que você tem?’”, disse.


Após a palestra, conversei com uma das estudantes presentes na plateia sobre sua perspectiva sobre o curso e a profissão. A aluna Bianca Gravanich está cursando o 7º semestre de Jornalismo e falou que a palestra foi de grande importância, principalmente para os futuros jornalistas. “Atualmente, a gente sofre com todos dizendo que o jornalismo é uma profissão em extinção e essa aula com a Arminda trouxe um ânimo para continuarmos e acreditarmos que vamos conseguir ser felizes em nossos objetivos.” Ao fim da conversa, perguntei para Bianca se ela já tem em mente em qual área deseja atuar quando formada e ela respondeu: “Penso em assessoria de imprensa, mas ficaria feliz em trabalhar em qualquer outra área do jornalismo”.