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por Caterina Montone

Corina Minsky Oliveira, de 24 anos, é habitante de Pelotas - RS e formada em Design Gráfico pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com uma carreira na fotografia desde 2015. Seu interesse em registrar rostos e momentos começou ainda na faculdade, quando se empenhou em estudar as técnicas, desenvolvendo mais experiência ao decorrer das aulas. Ao final do curso, criou seu trabalho de conclusão voltado especialmente ao assunto da fotografia.

A seguir, uma entrevista concedida pela fotógrafa em 30/10/2021:

1- Quem foi sua maior inspiração para seguir a carreira de fotógrafa? Explique o motivo

Minha maior inspiração é uma fotógrafa chamada Vivian Maier (1926 - 2009), que registrou principalmente a vida cheia e movimentada de Nova Iorque entre as décadas de 40 até 80 - aproximadamente. Em 2016, precisei apresentar meu trabalho de pesquisa em um seminário das Artes (UFPel), entre outras apresentações de alunos, conheci a partir daí essa fotógrafa que virou assunto dentro do espaço da fotografia.

2- Qual é o seu estilo de fotografia?

Gosto de registrar momentos que me inspiram, entretanto, meu estilo fotográfico tem um segmento voltado à estilo de vida (fotografia lifestyle) e natureza. Me encanta principalmente utilizar de lentes objetivas macro, podendo enquadrar e focar no detalhe específico.

3- Ainda tem um sonho dentro de sua carreira?

Sim, atualmente minha maior ambição é construir um estúdio de fotografia voltado ao público infantil e familiar. Porém, minha vontade é mesclar o lado poético que estudei durante meu trabalho de conclusão de curso dentro da Universidade Federal de Pelotas. Como graduanda de Design Gráfico, tive a oportunidade de desenvolver bastante conhecimento na área da fotografia, um curso cujo o campus é compartilhado com as Artes Visuais e o Cinema, houve bastante aprendizado para dar segmento nesta área.

4- Qual equipamento usa hoje em dia? O que mudou desde o início?

No momento utilizo uma câmera DSLR da Canon, modelo 70D. Inicialmente eu possuía um modelo inferior das DSLR Canon, que era uma EOS Rebel T3.

Mudou totalmente minha experiência, o conhecimento que foi agregado durante alguns anos parece ter mais efeito com a troca de equipamento, mas isso não me impediu de chegar em resultados que me satisfizeram quando utilizava de uma câmera inferior. Infelizmente no Brasil os equipamentos fotográficos são de valores altíssimos por causa das importações, dificultando a aquisição destes. Há várias câmeras de modelos full frame e modelos mirrorless que gostaria de adquirir, pois cada modelo de câmera, marca, função, proporcionam resultados diferentes, e nem sempre me refiro à foto em si, mas a experiência de usuário com modelos diferentes.

5- Tem algum momento em sua trajetória como fotógrafa que te marcou? Ou rendeu um ensinamento?

Acredito que o momento mais marcante para mim foi durante a minha graduação, quando precisei encarar o TCC e não sabia como abordar o assunto da fotografia, sabendo que este seria meu tema. Durante muitos encontros com a minha orientadora - cujo o nome também é Vivian -, comecei a ter outra perspectiva do assunto, aprofundei a teoria que me levou a ter uma visão introspectiva, submersa. Quando li um artigo para dar continuidade na escrita do trabalho, aprendi que “será a partir de uma vivência, do meio de um saber” (LANCRI, 2002, p.18), onde se encontra o ponto de partida para aquilo que admiramos ou almejamos aprofundar. A minha trajetória com a fotografia começou a partir do meio.

6- Algum conselho pra quem quer seguir a carreira na fotografia?

Estude. Pesquise. A fotografia não é apenas um resultado final que pode ser registrada em milésimos de segundos por algum dispositivo. O passo mais importante é o processo, é o fazer. Roland Barthes quando escreveu A Câmara Clara (1980), desenrolou uma teoria sobre o que a fotografia proporcionava para ele, porque alguns registros fotográficos em específico lhe causavam algo além do que ele poderia explicar, e muitas vezes é sobre essa sensação que pode ser o empurrão para uma carreira fotográfica.

Textos - Reportagens Shift
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