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Ensaio: Rotina de afeto

por Laura Sousa (texto) e Gabriel Oliveira (imagens) / AES

O novo coronavírus (Covid-19) está deixando marcas, principalmente nas relações afetivas ao redor do mundo. O convívio direto precisou ser modificado e novas formas estão sendo estabelecidas, afinal, quando seria possível imaginar que distanciamento físico se tornaria o novo sentido de amor e carinho?

A assistente social Lais Gonçalves Boto comenta sobre as impressões que podem ser firmadas nos relacionamentos na pós-pandemia: “É importante pensarmos como temos nos afetado para ser possível ressignificar, ou não, as relações diante do que ainda é desconhecido. Não sabemos como será assim que tudo isso acabar, mas certamente, será necessário encontrar novos caminhos a partir do afeto”.

No próximo Dia dos Namorados (12), vários casais vão notar a necessidade desse novo significado. “Não vejo meu namorado desde março, início do isolamento, e iremos comemorar a data, assim, cada um da sua casa”, comenta Marília de Fátima, moradora de Guarujá. É a primeira vez que o casal vive essa situação, a noite de jantar já está marcada e será por vídeo-chamada.

“Sigo a reflexão de que afetar e ser afetado vai além de abraços e apertos de mão, é preciso empenho para entender o novo diante de contextos sociais, históricos, políticos, econômicos e culturais que vivemos. Vivemos o tempo de reinvenção do afeto”, arremata a assistente social.

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