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Ensaio: Home Office

por Danielle Ferreira e Isabela Brígido / AES

O surto da pandemia mundial da Covid-19 resultou no fechamento temporário de empresas, comércios e escritórios no Brasil. Esta foi parte das medidas do Ministério da Saúde, que decretou situação de emergência como forma de controlar e reduzir a transmissão da doença provocada pelo novo coronavírus. Consequentemente, as empresas tiveram de adotar o home office como medida de proteção de seus funcionários contra a expansão do vírus. 

De acordo com estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o número de empresas que deve adotar o trabalho remoto após a crise da pandemia deverá crescer para 30%. O diretor executivo da Infobase e coordenador do MBA em marketing, inteligência de negócios digitais da FGV, André Miceli, ressalta que nem todas as áreas e empresas podem funcionar integralmente assim, mas é um modelo que agora foi posto à prova de uma forma que não havia sido antes. Porém, antes da implementação do trabalho remoto regular, serão estudadas medidas para não causar exaustão e estresse ao colaborador.

Atualmente, seis em dez (59,9%) brasileiros, aderiram ao trabalho remoto, é o que aponta a pesquisa da empresa de monitoramento de mercado Hibou. Ainda de acordo com o levantamento, um em cada quatro (25, 2%) afirmou estar trabalhando mais em casa do que na empresa. A jornalista Yasmin Braga, de 20 anos, trabalha na produção da Santa Cecília TV, e relata que faz parte desse grupo que trabalha mais em casa. "Há dias que eu almoço e janto na frente do computador, tentando terminar meus afazeres. Presencialmente, é normal pararmos para comer e ir embora, mas em casa, não tem jeito... Não paramos um minuto".

 Certamente, as empresas que aderirem o regime do trabalho remoto poderão ter controle da entrada, saída e intervalo do colaborador através de aplicativos, mas isso depende do ramo e condição da empresa.

O AUMENTO DAS COMPRAS ONLINES

Com o isolamento social, está normal as pessoas comprarem coisas, seja por necessidade ou prazer, para driblar a ansiedade e tensão de ter que ficar em casa. Os consumidores que adquiriam produtos em lojas físicas tiveram que se adaptar à nova realidade, ou seja, realizar compras pela internet. Este novo hábito fez com que o mercado de compras online se movimentasse no período da pandemia.

"Com certeza as compras pela internet aumentaram significativamente. A comodidade e a segurança de comprar em casa ficou ainda mais evidente com este formato, sem contar que a impossibilidade de ir até algum local comer, por exemplo, fez com que o delivery aumentasse muito também", declara a jornalista e consultora de moda Marcéli Paulino. Ela ainda ressalta que a falta de shoppings e de experiências em lojas físicas crie uma "abstinência" em certos consumidores que com certeza vão correr para ter essa experiência novamente na pós-pandemia. Por outro lado, provar na prática que compras online funciona e é eficiente fará muitas pessoas manterem esse formato de consumo que, talvez, não adotavam antes por insegurança.

Todos os setores da indústria e da economia têm sofrido impactos causados pelo coronavírus. O setor do vestuário é o que mais tem obtido oscilações nas vendas em comparação com os demais segmentos. Porém, lojas que têm apostado no marketing digital, vêm colhendo resultados significativos durante a pandemia. A proprietária da loja Vía Skate Shop, Elena Nikolaus, afirma ter respostas positivas, mesmo com a loja cem por cento fechada desde março. Ainda evidencia que a empresa que trilhar o caminho da preocupação social e ecológica sobreviverá a esta crise.

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