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Ensaio: E-Comerce na Pandemia

por Thiago Guimarães (texto) e Luana Francisco (fotos) / AES 

Durante todo o primeiro semestre de 2020, a pandemia de Covid-19 influenciou todos os aspectos da vida humana, no mundo inteiro. Principalmente no que se refere às relações de trabalho e consumo. Empresários e trabalhadores encontraram no isolamento social provocado pela pandemia uma oportunidade de aumentar as vendas e atender ao consumo, respectivamente, no meio digital.

Denominado e-commerce, esse serviço se tornou um importante aliado para muitos consumidores, pois, assim que as lojas físicas começaram a fechar as portas, a única maneira de comprar ou vender algo seria por meio da internet. Alguns comerciantes e consumidores acreditam que, por conta da facilidade, as compras online possam ter uma maior utilização pós-pandemia.

Desde o começo da quarentena, empresas que adotaram o e-commerce, ou aquelas que já tinham alguma plataforma online, comemoraram o resultado que obtiveram. Segundo reportagem publicada em 15 de abril de 2020, no Valor Investe do jornal O Globo. A Ebit | Nielsen realizou uma pesquisa entre os dias 31 de março a 6 de abril, contando que as vendas no comércio online cresceram 18,5%, em relação às semanas anteriores.

Com o fechamento das portas do comércio de rua, vários consumidores tiveram de realizar aquisições por meio de sites ou aplicativos na internet. É o caso da moradora de Santos e estudante de Publicidade e Propaganda da ESAMC, Bruna Mantovani, de 22 anos. Ela já era adepta das compras de maquiagem e itens esportivos por meio de sites antes da pandemia. E continua elogiando a facilidade nas aquisições: “Sempre fiz compras online, e nunca tive problemas com entregas ou segurança. Por isso que me tranquiliza a comprar diversos produtos durante a quarentena”, diz.

Em contrapartida, o cubatense e estudante de Engenharia Mecânica na ESAMC Thiago Soares, de 20 anos, costumava efetuar compras somente em lojas físicas. "Tinha o costume de comprar eletrônicos, roupas e calçados nas lojas presenciais, mas devido à quarentena tive que me readaptar e realizar compras pela internet", ressalta.

No entanto, há pessoas que ainda resistem às compras online, por temerem ter sua segurança invadida e seus dados furtados, ou por sentirem dificuldade em utilizar aplicativos.

O aposentado Ari José da Silva, de 56 anos, de Cubatão, relata: “Sinto dificuldades ao entrar em sites ou alguns aplicativos, e peço ajuda ao meu filho para me explicar e tirar algumas dúvidas.”

Por outro lado, os funcionários do ramo de entregas por aplicativos tiveram o trabalho foi redobrado, por conta da maioria das pessoas estarem em casa. Com isso, inúmeros clientes dos aplicativos de delivery passaram a demonstrar preocupação, nas redes sociais, com a exposição desses trabalhadores, que podem se contaminar e espalhar o novo coronavírus durante o serviço.

O aplicativo de delivery de comida Ifood decidiu destacar conteúdos, em seu site e redes sociais, direcionados aos entregadores, com vídeos sobre os cuidados que a empresa vem tomando em relação à saúde de seus colaboradores durante a pandemia. É possível encontrar assuntos sobre planos de benefícios com descontos em consultas e medicamentos, distribuição dos kits de proteção, que contém álcool em gel, e máscaras, juntamente com relatos dos entregadores. 

 

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