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por Mayara Ledo e Lucas C. Ramos

As relações de consumo estão em transformação acelerada devido à crise mundial causada pelo novo coronavírus. A empresa de pagamentos Rede apurou em uma pesquisa que o uso de entregas por delivery aumentou 59% no mês de abril. Os serviços mais procurados pelos consumidores foram de alimentação e saúde, que aumentaram 15% cada.

Se as pessoas sentiam algum receio quanto às compras por aplicativo, não sobraram muitas ressalvas em relação a essa tecnologia após a Organização Mundial da Saúde (OMS) determinar o isolamento social como medida preventiva contra a Covid-19.

A estudante Bárbara Sincerrê, 22, moradora de São Vicente, conta que prefere comprar nas lojas físicas, pois gosta de ver e experimentar os produtos. Mas por conta da pandemia teve de comprar dois presentes pela internet e elogia: “Tudo chegou no tempo certo, os carteiros estão superprotegidos, usam luvas e eu também higienizei todos os pacotes que entraram em casa”.

O portal Meio & Mensagem publicou uma reportagem, em abril de 2020, sobre cinco tendências de consumo que se manterão após a Covid-19, entre as quais revela a aproximação dos consumidores com o conforto das ofertas digitais, sendo que até os idosos estão se adaptando à entrega de produtos na porta de casa.

Isac Coelho de Miranda, 35, proprietário da hamburgueria Burguers on Fire, situada em Bertioga, explica que utiliza um aplicativo exclusivo de sua marca e as redes sociais para impulsionar suas vendas, e afirma: “Minha produção caiu de 30% a 40%, mas, analisando, até que não foi tão ruim”.

O também empresário Renato Melo, 35, possui um bar em Santos, o Mucha Brejae conta que as vendas caíram em 90%, mas está criando eventos e promoções com o objetivo de atrair os consumidores. Ele não arrisca prever como o seu negócio funcionará após o isolamento, mas que, por enquanto, está seguindo as recomendações da OMS e de olho nas informações divulgadas pela prefeitura. “Como será gradual, dá para montar estratégias mais assertivas em cima do que estaremos vivenciando”, avalia.

Neste momento é cedo para afirmar a melhor medida a ser tomada pelos comerciantes que desejam se manter de pé após a crise. Porém é necessário tomar precauções, considerar a vontade dos consumidores e a atualidade, tentando equilibrar da melhor forma suas necessidades e a de seu público.

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