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PONTA DA PRAIA, SANTOS - SP - 03/12/2020: Praça de alimentação mostrando como as pessoas lidam
na hora da refeição com o distanciamento atualmente. Foto: Driele Alves/AES

Por Luanna Gomes (texto) e Driele Alves (fotografia), da AES

Nove meses depois do começo do caos instaurado no mundo, a pandemia começou a nos devolver um pouco do que consideramos “vida normal”, porém isso está longe de ser sinônimo do fim do vírus. Os comércios voltaram a abrir, bares e restaurantes “lotam” novamente, e os autônomos voltando a rotina normal de atendimentos.

Ao adentrar um estabelecimento, nos deparamos com álcool em gel, lembretes de uso de máscaras em todo lugar, limites de pessoas a serem respeitados, e profissionais que nos atendem devidamente equipados.

Porém, um profissional que atende à domicílio, serve às pessoas em sua intimidade, em suas próprias casas, com suas próprias regras. O prestador de serviço está onde não tem quem fiscalize as normas de segurança, estando a mercê da consciência de seu contratante. É nesse momento que o risco de trabalhar por conta própria aumenta pois as condições de trabalho nem sempre estão a favor da segurança.

Jany Anjos é manicure há dez anos, e começou a atender a domicílio justamente por conta da pandemia. Ela faz parte dos 716 mil empresários brasileiros que tiveram suas firmas fechadas após o início do distanciamento social, de acordo com a Pesquisa Pulso Empresa. Atende de casa em casa suas clientes que se sentem seguras em recebê-la. A profissional leva, inclusive, outra muda de roupa para atender, e felizmente tem a reciprocidade no cuidado de suas clientes.

Já um tatuador renomado da Baixada Santista, que não quis se identificar, relatou em suas redes sociais que  atendeu uma pessoa que não respeitava o uso da máscara, que estava com sintomas, mas que afirmou que não estava ao marcar o serviço. O profissional se revoltou pois disse esperar compreensão e respeito de seus clientes.

Ambos representam  a realidade de muitos autônomos, que em certas horas conseguem zelar por sua segurança, e outras se veem em meio à uma situação preocupante onde a empatia não existe.

É tempo de aprender, de valorizar o serviço e a mão de obra, entender que o seu limite não é o do outro, e que regras e medidas devem ser seguidas para o bem de todos. 

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