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Cubatão - SP - 03/12/2020: Advogado Jaime Antonio ao lado da estante de arquivos do escritório, com muitos trabalhos urgentes devido a pandemia.
Foto: Beatriz Santos/AES 

Por Everton Soares (texto) e Beatriz Santos (fotografia), da AES

A Terra praticamente parou devido ao vírus pandêmico chamado novo Coronavírus,que desencadeou uma nova doença, a Covid-19. O vírus causou e tem causado muitas dores pelo mundo: mortes, depressão, síndrome do pânico, crise de ansiedade, e se já não bastasse, tem afetado profundamente a economia, ameaçando a sobrevivência de milhões de famílias. Muitos pais e mães têm perdido seus empregos. O Brasil teve uma taxa de aumento-crescimento de 1,2% de desemprego, chegando assim, à 13,1 milhões de pessoas desempregadas.

O novo vírus tem assolado e assombrado o mundo desde março do corrente ano, onde pensávamos equivocadamente que o mesmo estava controlado, entretanto, a segunda onda está presente novamente, causando os transtornos já mencionados acima. Para reforçar e retratar o momento caótico da pandemia, fomos até o local de trabalho de dois profissionais liberais, portanto, segue abaixo, uma entrevista com dois advogados, que nos relataram um pouco do abranger e reflexo da nova doença em suas vidas.

Silvano Oliveira, advogado, 49 anos, é casado e pai de dois filhos menores: Yanni de 10 anos e Davi, de 6. "Tenho lidado com muita precaução (em relação ao novo Coronavírus), como o uso de máscara e álcool em gel. Até porque, me preocupo em não levar o vírus para minha esposa e filhos". Em relação ao trabalho, ele revela que seu rendimento anual caiu em 60% em relação aos anos anteriores, devido à queda vertiginosa justamente pelo fato do desemprego dos meus clientes, e também, de futuros clientes. "Os corredores do condomínio onde trabalho estão vazios, reflexo claro de uma economia em decadência", diz. 

O também advogado Jaime Antonio, 49, divorciado e sem filhos, considera que, "diante da queda de novos processos, e pelo fato de juizes e promotores estarem trabalhando home-office, o poder judiciário teve grande diminuição em mão-de-obra, já que os próprios tribunais realizam serviços parciais, dando assim, prioridade aos casos mais urgentes a serem solucionados". E completa: "Este ano, foi um ano de muita dor, acabei perdendo muitos amigos, e presenciando de perto a aflição de muitas pessoas e amigos queridos, que tiveram a perda de seus empregos".  

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