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por Larissa Martins

Do Brasil para a Itália. Ilze Lia Scamparini nasceu em 26 de dezembro de 1958, em Araras, no interior de São Paulo. Em 1982, formou-se em Jornalismo na PUC-Campinas (Pontifícia Universidade Católica de Campinas). 

Assim que ingressou na faculdade, Ilze conseguiu seu primeiro emprego como repórter estagiária, no jornal Diário do Povo, em Campinas. Permaneceu por lá durante um ano, atuando como repórter e também escrevendo páginas com diversos escritores. Fez parte do grupo de jovens do cartunista Henfil, colaborando com os folhetos da Oboré, transcrevendo entrevistas dos trabalhadores do ABC paulista, no período em que surgiram Luiz Inácio Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores. 

Em 1981, ingressou na TV, no programa apresentado por Marília Gabriela, o TV Mulher. Permaneceu no TV Mulher por mais ou menos um ano, e em seguida passou a realizar coberturas locais para o jornalismo da TV Campinas.

Um acontecimento que marcou o início de sua carreira foi a cobertura da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), onde teve a oportunidade de conhecer os cardeais míticos da igreja católica brasileira. Sua reportagem ganhou espaço no Jornal Nacional. Em 1984, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde começou a cobrir as férias de repórteres do Jornal Nacional, sendo contratada logo depois. Durante esse período, realizou uma cobertura de um grande incêndio no Pico das Agulhas Negras, se locomovendo de helicóptero diariamente e sobrevoando as chamas. Para o Memória Globo, ela descreveu a experiência como “apavorante, claro, mas também estimulante porque a consciência ecológica começava a se formar no Brasil ”. 

Entrou para o time do Globo Repórter em 1986, quando iniciou uma série de viagens que a fez descobrir suas raízes, e acabou ficando por lá até 1996. Outro destaque de sua carreira foi quando 22 pessoas foram assassinadas no bairro de Vigário Geral, em 1993, no Rio de Janeiro. Ela foi uma das repórteres destacadas para cobrir o massacre. 

Sua carreira como correspondente internacional começou em 1997, quando mudou-se para Los Angeles, onde cobriu entregas de Oscar e um suicídio em massa da seita Heaven’s Gate. Em 1999, mudou-se para Roma, na Itália, de onde até os dias de hoje envia matérias sobre a política, cultura e comportamento italianos, além de se destacar ao cobrir o Vaticano. Por lá, tornou-se vaticanista, jornalista credenciada permanentemente pelo Vaticano. 

Ilze se destaca brilhantemente como correspondente internacional. Além de ter sido uma das primeiras repórteres da Globo a transmitir imagens do exterior pela internet, Ilze vivenciou e transmitiu para o Brasil acontecimentos que estão marcados até hoje, como a Morte de João Paulo II; a Renuncia de Bento XVI, o velório do líder palestino Yasser Arafat; as cerimônias de 20 anos da queda do Muro de Berlim e ataques terroristas. Hoje, com mais de 30 anos de carreira, é considerada uma das principais jornalistas da Rede Globo e grande referência.

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