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Por Agência Esamc Santos

Poderia ter sido como aquela típica aula de quarta-feira, mas desta vez foi diferente. A expectativa era grande para conhecer as dependências do maior jornal da Baixada Santista. O prédio, revestido de azulejos marrons em sua fachada, guarda a história de um veículo com mais de 120 anos de existência.

Liberada a entrada, nós, jovens estudantes, partimos em direção daquilo que está por trás de simples folhas de jornal. A cada andar um novo ambiente, e na primeira redação, assim como nas demais, o trabalho ainda não havia terminado e já passava das vinte e uma hora. O horário pouco importava para aqueles que amam o que fazem, e era o que transparecia no olhar daqueles profissionais.

A integração das editorias no mesmo lugar tornava o espaço ainda mais curioso, onde a colaboração e trabalho em equipe são evidentes para que todo o jornal funcione. Apesar de nos sentirmos tímidos, não demorou muito para ficarmos à vontade. Poder estar dentro de um ambiente jornalístico sempre nos alegra e nos inspira cada vez mais para alcançarmos nossos objetivos. Mas a melhor parte de poder conhecer a estrutura é saber das pessoas como é viver dessa profissão. Com os poucos profissionais que conversamos, todos deixaram claro o quanto é difícil, mas também o quanto é recompensador, num sentido que vai além do salário. E foi nas conversas que nos prendemos. A estrutura foi só um complemento para a ocasião. A visita à redação terminou ao ouvirmos a editora-chefe do jornal, Arminda Augusto. De fala tranquila e voz suave, Arminda contou suas experiências como repórter, situações inusitadas do meio, matérias importantes do jornal, os desafios da profissão e dicas de como poder seguir nesse caminho.

Engana-se quem achou que a visita terminaria no edifício que abriga as redações. A aventura continuou até a gráfica do jornal, que fica a pouco mais de duas quadras dali. Apesar da proximidade, estar no Centro da cidade após as nove da noite não é recomendável, diga-se se, passagem, mas as circunstâncias só tornaram todo esse momento ainda melhor. Discreta, ninguém imaginaria que por trás daquele portão existe uma espécie de “impressora gigante”, um imenso depósito de papel, e uma sala onde trabalham os editores de imagem. Ali o trabalho em equipe acontece madrugada adentro, principalmente em dias de jogos importantes de futebol, onde a equipe fica mobilizada para “rodar” o jornal após o término da partida.

Ao conhecer toda organização, foi possível sentir o esforço e dedicação de cada profissional e reconhecer que por trás de um grande veículo de comunicação existem, sobretudo, pessoas.

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