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Na noite do dia 20 de setembro foi realizada a visita à redação e a gráfica do jornal A Tribuna. Ao chegarmos ao segundo andar, fomos bem recepcionados pela editora-chefe do jornal, Arminda Augusto, que nos falou brevemente sobre sua carreira, nos explicou do que se tratava e como funcionavam as divisões naquela sala e ainda nos deu algumas dicas profissionais. Na sala em questão havia várias estações de trabalho, divididas e cada uma era responsável por algo, como por exemplo a equipe que cuida do conteúdo da web e a equipe que cuida da edição do Expresso Popular.

No mesmo andar havia diagramadores, preparando as matérias que iriam ser lançadas na edição seguinte do jornal. José Carlos Limeiro que estava diagramando me explicou sobre todo o processo de criação do layout de uma página de jornal, inclusive sobre os programas que utilizava para realizar seu trabalho, nos explicou que todos os computadores do prédio possuíam uma ligação, uma espécie de sistema integrado, para compartilhar os conteúdos produzidos e que do computador que ele utilizava, poderia ver o conteúdo de outras editorias. E explicou também um sistema de cores que indicavam o andamento da produção das matérias, em que iam de vermelho para matérias que estavam começando a ser produzidas até verde para matérias que já estavam finalizadas.

Ao subir ao terceiro andar havia mais editorias divididas. À esquerda, alunos e alguns funcionários falavam sobre esporte, e à direita encontravam-se duas moças que trabalhavam na edição da AT Revista. Ali também estava um dos editores e responsáveis pela parte de games na AT Revista, Stevens Standke, com quem tivemos uma longa conversa sobre experiências pessoais e o evento de games que iria acontecer naquele final de semana e Stevens era quem estava organizando.

Durante a visita à gráfica, onde se imprime do jornal, o tamanho das máquinas impressionou no primeiro instante. Ao entrar em uma sala onde haviam máquinas que faziam as páginas matrizes em uma chapa de ferro, havia senhores trabalhando. Todos homens com décadas de experiência e que chegaram a falar que erros não eram tolerados e que eram quase impossíveis de acontecer devido ao tempo de experiência. Havia dois homens fazendo os retoques finais de photoshop e um único senhor, que disse ser paginador responsável pela parte de anúncios do jornal.

Tivemos a oportunidade de ver as máquinas funcionando e conhecer o responsável por tudo que acontece na gráfica, que nos levou até os fundos do lugar, onde havia rolos com toneladas de papel. Aprendemos sobre a diferença entre os papéis e os preços e também ouvimos várias dicas sobre a nossa futura profissão e ali encerramos a visita.

Estou no quarto semestre de Jornalismo e só agora estou tendo matérias diretamente relacionadas ao que eu escolhi para a vida. Esta visita serviu muito para abrir os olhos e ver como as coisas funcionam realmente dentro de um jornal. Portanto, só agora estou tendo certeza de que tomei o caminho certo ao escolher esta profissão. Durante toda aquela noite, o que também me chamou atenção foi a quantidade de funcionários negros (apenas dois). Talvez isso possa ter acontecido devido ao horário. Para maioria pode não significar nada, mas para mim acaba gerando um misto de vários sentimentos negativos, mas também positivos. E um desses sentimentos é o ânimo para estudar, trabalhar e conquistar espaços, que infelizmente ainda não possuem uma carga representativa para determinada população.

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