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Por Joyce Fernanda Souza

Quando o professor Claudio Vaz, da disciplina de Agência de Notícias disse que iríamos fazer uma visita ao prédio da redação do jornal A Tribuna eu fiquei muito animada e feliz. Afinal eu e meus colegas de turma iríamos ver uma redação de verdade e profissionais que estão há, anos trabalho. Ele nos avisou da visita uma semana antes e, ao longo dos dias, a expectativa só ia aumentando. Mas alguns dias antes, ele nos informou que teríamos que entrevistar alguém lá dentro e aí eu fiquei nervosa, muito nervosa. No fim das contas, eu ia ter de e entrevistar alguém cara a cara. Eu já tinha feito isso antes, mas essa seria diferente, entrevistar alguém que já faz isso há anos e assim no meio do trabalho dela. Sabe o famoso sofrer por antecipação? Era o que eu estava fazendo.

No dia da visita, peguei uma carona com outros colegas que estavam indo para a mesma visita, e no caminho eu só conseguia pensar “quem eu vou entrevistar? Como vou abordá-lo”. Em minha cabeça havia uma chuva de “comos”. Confesso eu não estava preparada além das perguntas clichês do tipo: “Por que você escolheu essa profissão? Você sempre quis trabalhar com isso?” 

A pouca experiência que eu tenho com entrevistas me mostrou que perguntas prontas só servem para te fazer ficar mais nervoso e ansioso para fazer as perguntas que você preparou e acaba te fazendo cometer erros como interromper o entrevistado, emendar várias perguntas.

Quando eu entrei na redação, ainda estava nervosa, mas aos poucos quando, fui percebendo que estávamos sendo esperados, os poucos jornalistas que estavam na redação às 20h, estavam dispostos e prontos para falar conosco. Fui ficando mais tranquila e perdendo a vergonha, escutando, anotando, fazendo perguntas e isso foi muito bom. A sensação de estar ali e ouvir profissionais dizendo que eles ainda têm o mesmo gás de quando eram estudantes e dando “conselhos”, fez com que minhas esperanças fossem renovadas e esquecer o que as pessoas normalmente me dizem quando falo que estudo jornalismo. Todas dizem que ninguém mais lê jornal, mas elas esquecem que a informação segura vinda de profissionais é muito mais confiável do que as que as que elas recebem por WhatsApp ou veem em páginas e portais feitos por amadores. Sem querer desmerecer o trabalho de outras pessoas. Afinal, todos estamos sujeitos ao erro, uns mais do que outros. Eu só fiz uma entrevista. Bom, pelo menos é assim que vejo, só fiz perguntas para uma pessoa: o Junior que faz parte do caderno de variedades do jornal Expresso Popular e depois eu só queria escudar as pessoas falando de suas carreiras e o que faziam na redação. Confesso que estava meio encantada por estar perto de tantos profissionais, e diante da possibilidade de que aquele pode ser meu futuro.

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