Durante a noite de segunda-feira (12), os alunos de jornalismo tiveram a oportunidade de ter algo além da parte teórica do que é um jornalismo especializado em sua estrutura. Carlota Cafiero, jornalista e historiadora da arte, nos contou sobre a sua história e como encontrou seu gosto pela cultura, e da junção desse gosto a sua outra paixão, o jornalismo.
Formada em jornalismo em 1999, trabalhou por 10 anos no Caderno C de Cultura, no Correio Popular. Também chegou a escrever artigos no A Tribuna, e atualmente escreve para a revista URRO!, um espaço que, segundo ela mesmo, “é algo puramente feito por amor e gosto ao jornalismo”.
Ao se tratar de um conteúdo especializado, principalmente no jornalismo, é necessário foco, afunilar o tema, para que a temática “não se perca”. Assim como é importante ter fontes seguras que embasem ainda mais a temática escolhida. “Jornalismo cultural é sobre entrar na casa do artista, ver sobre a sua intimidade, o seu mundo, os seus motivos de criação, inspirações”, disse ela.
Falando sobre os artigos e projetos que fez durante sua vida, ela destacou sobre o fato de que, independente de um projeto, sendo ele especializado e relacionado a cultura ou outra vertente, o simples projeto, artigo, ou coleta, vira documento, e esse documento torna-se referência para a posterioridade.
Ainda sobre a questão de especialização, Carlota tratou com importância a questão do jornalismo no sentindo de investigar mais à fundo para se conseguir o que quer, e, com isso, se ter uma boa matéria. “Você não só acaba informando a pessoa, mas ajudando”.
Disse sobre a importância de sempre estar em estudo contínuo, principalmente em relação ao assunto especializado. Porém, a jornalista e historiadora viu como preocupante a questão da escrita no meio digital, “o jornalismo está se tornando algo muito banal e digitalizado”, e que, na época do papel, o apreço e o cuidado com a própria escrita eram maiores.
Por fim, trazendo a questão do profissional jornalista, disse com sabedoria sobre “aprendermos e errarmos em público”, buscando as referências com humildade, e com isso, evoluindo.
