Por Luiza Souza

Durante a Semana de Psicologia, encontro entre profissionais da área e estudantes na ESAMC Santos, a convidada da noite do dia 9 (terça-feira), a psicóloga Tatiana Lopes conduziu uma palestra que explorou o Transtorno do Espectro Autista (TEA) na adolescência e vida adulta, destacando os desafios e as possibilidades que acompanham esse percurso.
O TEA, descrito pela primeira vez em 1943, por Leo Kanner, deixou de ser classificado em tipos separados e hoje é entendido como um espectro dividido em três níveis de suporte. Esse olhar atualizado ajuda aos profissionais a compreenderem melhor as experiências das pessoas com autismo.
O diagnóstico do TEA é sempre clínico e exige tempo, observação e equipe multiprofissional. Questionários auxiliam, mas a avaliação vai além de ferramentas: envolve escuta, sensibilidade e análise detalhada.
Entre os critérios, estão as dificuldades de comunicação social, como manter contato visual ou compreender uma conversa, e comportamentos repetitivos, que funcionam como mecanismos de autorregulação.
Na adolescência, surgem crises, inseguranças e a busca por pertencimento. Já na vida adulta, os desafios se voltam para relacionamentos, mercado de trabalho e qualidade de vida. A psicóloga alertou ainda para o risco da “romantização do autismo”, que pode resultar em dificuldades reais. Ao mesmo tempo, reforçou que intervenções terapêuticas bem direcionadas abrem portas para a inclusão e para uma vida mais plena.
Mais do que conceitos técnicos, a palestra deixou um convite: enxergar o autismo em sua diversidade e singularidade. Como disse a palestrante, “Seja a mudança que você quer ver no mundo…”, lembrando que compreender é também um ato de empatia.
