Comunicação Não-Violenta é Tema de Palestra na ESAMC Santos

Por Gabriel José Albuquerque Costa

Paula Ribas, jornalista e estudante de psicologia | Foto: AES

A jornalista Paula Ribas Carlino apresenta os conceitos da comunicação empática para estudantes, destacando a importância de ouvir com o coração para construir relações mais saudáveis

Na noite da última quarta-feira (10), o auditório da faculdade ESAMC Santos foi palco de uma palestra sobre Comunicação Não Violenta (CNV), jornalista, estudante de psicologia e professora de escrita criativa, Paula Ribas Carlino. O evento teve como objetivo apresentar aos estudantes uma abordagem de comunicação que prioriza a empatia, o respeito e a conexão humana.

Durante a apresentação, Carlino explicou que a CNV, popularizada pelo psicólogo americano Marshall Rosenberg e com inspiração em figuras como Mahatma Gandhi, é uma ferramenta poderosa para lidar com conflitos de forma consciente. “É uma prática que nos convida a reconhecer que nosso corpo e o do outro são templos sagrados, e o respeito aos limites é fundamental”, destacou a especialista.

Um dos conceitos centrais abordados foi a poderosa metáfora da “girafa” e do “chacal”. A girafa, por ter o maior coração dos mamíferos terrestres e um pescoço longo que permite uma visão ampla, simboliza a Comunicação Não-Violenta: a capacidade de enxergar além das reações impulsivas e ouvir com o coração. Em contraste, o chacal representa a comunicação violenta, pautada em julgamentos e críticas que geram desconexão.

Segundo a palestrante, os principais propósitos da CNV são lembrar da nossa humanidade, apoiar uns aos outros, desenvolver a escuta ativa e, por fim, fortalecer os laços humanos. “Trata-se de um movimento de empatia e presença que busca tirar as pessoas do piloto automático em suas interações diárias”, afirmou Carlino.

Ela também fez questão de desmitificar a ideia de que a CNV seja uma forma de comunicação passiva. “Não é sobre ser manipulável ou deixar de se expressar. É sobre agir com firmeza, amor e respeito, expressando as próprias necessidades sem agredir o outro”, concluiu.