Por Luana Marzochi

Na noite do dia 10 de setembro (quarta-feira), na Semana de Psicologia da faculdade ESAMC Santos, os alunos participaram da palestra Comunicação Não Violenta (CNV), ministrada por Paula Ribas Carlino, jornalista, professora de escrita criativa e mestranda na área de comportamento humano.
A palestrante apresentou os princípios e fundamentos da CNV, um conceito criado por Marshall Rosenberg, que propõe um novo olhar para os conflitos e para a forma como nos comunicamos em sociedade. Inspirada também por ideias de Mahatma Gandhi, a CNV tem como base o respeito mútuo, empatia e o uso consciente da linguagem para promover conexões genuínas entre as pessoas.
Segundo Paula, a Comunicação Não-Violenta ensina a reconhecer e expressar sentimentos e necessidades de maneira clara, sem julgamentos, agressões ou passividade. Ela destacou que a CNV “retira o impulso”, ou seja, ajuda a sair do piloto automático das reações emocionais, criando espaço para a escuta ativa e a resposta consciente.
Durante o workshop, Paula utilizou a metáfora da girafa — animal símbolo da CNV — para ilustrar os pilares da prática: orelhas grandes para escutar com empatia, pescoço longo para ter uma visão mais ampla da situação, cascos firmes para agir com segurança e coração grande como símbolo de compaixão. Em contrapartida, a “linguagem do chacal” representa a comunicação violenta, baseada em críticas, julgamentos, rótulos e ameaças.
A CNV é dividida em quatro etapas: observação (sem julgamento), sentimento (como nos sentimos diante do fato), necessidade (o que está por trás desse sentimento) e pedido (de forma clara e objetiva, sem exigência).
A palestrante reforçou que a CNV não é ser passivo, submisso ou “bonzinho”, mas sim firme na intenção de construir relacionamentos saudáveis, com autenticidade e respeito.
A palestra foi finalizada com reflexões sobre como a CNV pode ser aplicada em diferentes contextos — desde relacionamentos pessoais até ambientes corporativos — e como sua prática fortalece a humanidade, promovendo mais diálogo e menos conflito.
