Comunicação não violenta: Evite você o confronto

Por Bianca Bueno

Paula Ribas, jornalista e estudante de psicologia | Foto: AES

Nesta última quarta-feira (10), na Semana da Psicologia, a jornalista Paula Ribas conversou com os alunos da ESAMC Santos sobre a Comunicação Não Violenta (CNV), habilidade que estimula a compreensão e a colaboração em conexões sociais, a fim de evitar que um conflito ou discussão, resulte em um confronto de ações físicas.

Sob a ótica do hinduísmo, a expressão “ahimsa” refere-se ao conceito de não causar danos a nada nem a ninguém. O precursor desse pensamento, Mahatma Gandhi, ficou conhecido como o defensor da não-violência contra a injustiça social e a opressão da Inglaterra em relação à Índia, manuseando o acordo da paz com respeito.

Acerca da Comunicação Não-Violenta, o seu fundamento foi sistematizado por Marshall Rosenberg, psicólogo que, desde muito cedo, observou episódios de violência motivados por preconceitos de cor ou cultura.

Para compreender a CNV, são necessárias quatro colunas, são elas: observação (descrever de forma objetiva os comportamentos que observou, sem incluir avaliações ou julgamentos); sentimentos (identificar e expressar os sentimentos que os fatos desencadeiam em si); necessidades (articular as necessidades universais que estão por trás dos seus sentimentos); e pedir (formular um pedido claro, específico e exequível para atender às suas necessidades).

Por fim, Paula Ribas assegura que “A Comunicação Não-Violenta ajuda a entendermos o limite do outro, através dos sinais que nos dão. Caso o outro demonstre mágoa ou raiva, o melhor a fazer é se retirar e não persistir.”