Por Wesley Gustavo

Arteterapeuta Paula Ribas Carlino destacou a importância da empatia e da escuta nas relações
Na última quarta-feira, 10 de setembro, os alunos da ESAMC Santos participaram de uma palestra conduzida pela arteterapeuta e estudante de Psicologia Paula Ribas Carlino. O encontro teve como tema a Comunicação Não-Violenta (CNV), abordagem desenvolvida pelo psicólogo americano Marshall Rosenberg, que busca incentivar relações mais empáticas, colaborativas e conscientes.
Paula destacou que a CNV se baseia em princípios como o Ahimsa – termo em sânscrito que significa não-violência, associado à filosofia da empatia, respeito e ausência de agressão física, mental ou verbal. A palestrante explicou que a proposta da CNV é lembrar que os seres humanos foram criados para se relacionar, apoiando formas concretas de convivência, fortalecendo a humanidade e aprimorando habilidades de comunicação.
Para facilitar a compreensão do público, Paula utilizou metáforas como a dos sinais de trânsito, que orientam comportamentos para evitar acidentes, fazendo um paralelo com a importância de identificar sinais de ambientes violentos ou conflituosos. Ela também apresentou a simbologia da girafa, adotada pela CNV por possuir o maior coração entre os animais terrestres e representar empatia e escuta atenta, em contraposição ao chacal, associado à comunicação violenta.
A palestrante ressaltou ainda que a CNV não deve ser confundida com passividade ou manipulação. “Não se trata de ser bonzinho, impor vontades ou evitar conflitos a qualquer custo, mas de criar uma conexão empática, baseada na clareza das necessidades e sentimentos”, afirmou.
O encontro contou com a participação de docentes e convidados externos, que contribuíram com perguntas e reflexões. Entre os pontos discutidos, destacaram-se maneiras de reconhecer ambientes de comunicação violenta, como aqueles em que as pessoas tendem a se calar, ceder ou adotar posturas defensivas.
A palestra reforçou o papel da Comunicação Não-Violenta como ferramenta de transformação das relações pessoais, profissionais e sociais, estimulando mais compreensão, respeito e cooperação no cotidiano.
