Palavras também machucam: palestra na ESAMC alerta para a violência escondida na comunicação

Por Gabriela Medeiros

Na noite desta quarta-feira (10), a jornalista, atriz, arteterapeuta e professora Paula Ribas falou sobre Comunicação Não-Violenta (CNV) no teatro da ESAMC Santos, durante a Semana da Psicologia. O encontro reuniu estudantes e professores em uma reflexão sobre respeito, empatia e a forma como nos relacionamos.

Paula explicou que a violência não é só física, a verbal também machuca. Inspirada nas ideias dos psicólogos Marshall Rosenberg e Carl Rogers, ela reforçou que “por trás de todo comportamento violento existe uma necessidade”, mote do livro de Marshall que explica os fundamentos da CNV.

A proposta dessa forma de comunicação é justamente nos ajudar a sair do automático, entendendo nossos próprios sentimentos e necessidades, e aprendendo a ouvir o outro.

Para exemplificar, usou a analogia do trânsito: quando os sinais são claros e respeitados, há menos risco de conflito. Também apresentou a mascote “Violeta”, uma girafa de pelúcia que simboliza a CNV: grandes orelhas para ouvir, pescoço longo para ver de outra perspectiva, cascos firmes para manter a postura e o maior coração entre os animais terrestres, representando empatia e respeito.

Segundo Paula, a prática se organiza em quatro pilares: observar sem julgar, reconhecer sentimentos, identificar necessidades e fazer pedidos de forma clara.

O público participou ativamente e questionou como lidar com conteúdos desagradáveis na mídia. A resposta de Paula foi simples e direta: é preciso selecionar o que nos faz bem, lembrando que “o nosso sentimento é nossa responsabilidade”.

Para encerrar, deixou uma mensagem que resume a essência da CNV: “Empatia é base e estudo deve ser constante para evitar confrontos e ter uma vida mais harmônica com quem amamos.”