Workshop na ESAMC Santos destaca o papel da comunicação não-violenta no combate ao bullying

Por Livian Maria

Débora Guimarães, Regina Jacob e Mariana Campos | Foto: AES

Na noite da última quarta feira, dia 10 de setembro, a ESAMC Santos foi palco de um importante debate sobre bullying e estratégias de enfrentamento por meio da comunicação não violenta.

O workshop reuniu estudantes, educadores e profissionais da área da saúde em um encontro marcado por escuta ativa, empatia e reflexões profundas sobre o impacto das violências cotidianas nas escolas e na sociedade.

Com as participações ativas da neuropscicopedagoga Mariana Campos, da mestre em psicologia Débora Guimarães e da psicopedagoga Regina Jacob, o evento abordou tanto os aspectos teóricos quanto práticos da Comunicação Não-Violenta, a CNV. A proposta foi mostrar como esta abordagem pode ser uma ferramenta eficaz no enfrentamento do bullying, ainda mais em ambientes escolares, onde é muito comum e, muitas vezes, negligenciado.

As especialistas compartilharam dados sobre os efeitos do bullying, como por exemplo, ansiedade, depressão e isolamento social, e discutiram casos reais, com foco nas possíveis formas de intervenção. Mariana Campos ressaltou a importância do papel do educador como mediador de conflitos e incentivador da cultura da paz. Já Regina Jacob trouxe exemplos práticos de aplicação da CNV no dia a dia escolar, destacando a importância de se criar espaços seguros de diálogo.

O evento foi interativo, com momentos de perguntas dos alunos presentes no auditório, que puderam compartilhar vivências e tirar dúvidas com as palestrantes. Para muitas das pessoas presentes, o workshop serviu não apenas como um espaço de aprendizado, mas também como um chamado à ação.

“O bullying é um problema coletivo. A mudança começa quando cada um de nós se responsabiliza pelo ser papel na construção de Relações mais humanas”, afirmou Regina Jacob.

A realização do workshop reforça o compromisso da universidade com temas relevantes e urgentes no campo da educação e da saúde mental. Com uma abordagem inovadora e acessível, o encontro mostrou que a Comunicação Não-Violenta é mais do que uma técnica: é uma prática que pode transformar realidades.