O uso da ferramenta nas redações segundo a opinião do presidente do jornal Diário do Litoral, Santos-SP
A Inteligência Artificial é um dos temas mais debatidos da atualidade, mas, embora pareça algo recente, essa tecnologia teve origem no século passado, e já era imaginada desde a Antiguidade, quando filósofos e inventores idealizavam máquinas capazes de imitar a inteligência humana. (não fechar frase enquanto não concluir a ideia)
Hoje, a IA faz parte do nosso cotidiano em diversas áreas: em tarefas do dia a dia e apoio no ambiente profissional. Especialistas afirmam que, independentemente do uso, trata-se de um sistema que tende a avançar – o desafio é saber até onde.

Desafios com a ascensão da IA
O presidente do jornal Diário do Litoral, Alexandre Bueno, abordou os principais desafios do jornal com IA e nos convidou a reviver outro grande desafio que as redações sofreram, que foi a mudança de impresso para web, gerando impactos até hoje. (troquei “superaram” por “sofreram”, pois muito jornal não superou o baque da web 2.0)
“A transferência do impresso para o digital foi e está sendo ainda muito complicada, impactando na forma de escrever, nos tipos de públicos e no abandono das edições impressas, principalmente durante e após a pandemia”, considera Bueno.
O ponto de partida do presidente foi a gradual substituição dos acessos aos jornais por resumos feitos a partir de IA, estes que encontramos ao fazer qualquer tipo de pesquisa no Google.
Esse fato não é uma novidade, visto que o modo de consumo da notícia está cada vez mais dinâmico, porém este comportamento demonstra uma evolução que ignora completudes noticiais e abre maior espaço para os tão problemáticos “click baits”.
Com a IA, este efeito não é diferente, já que seus resumos exigem checagem de fontes e fatos, além de se focar em camadas menos densas o possível de informação.
Além da falta do devido crédito às redações que fazem apurações de fatos, existe um abandono por parte de leitores menos assíduos, que não são instigados a questionar a real natureza dos sistemas de IA e suas possíveis falhas e incompletudes.
“Vai precisar ter uma regulação”, defende Bueno, que participou de alguns debates sobre o assunto, junto à Associação Nacional dos Jornais (ANJ).

“A principal discussão nos encontros foi a necessidade de uma regulamentação da IA, a tecnologia que têm envolvimento direto com as famigeradas Big Techs, porém os entraves políticos têm dificultado o avanço nesse assunto. Mas a discussão acaba ficando politizada e não é essa a questão”, resume Bueno, que acredita que a regulamentação tem que deixar as regras sobre o uso da IA mais claras.
As redações passam por constantes processos de mudanças, sempre se adequando para usos devidos de novas tecnologias, revoluções nas estruturas de produção e regras claras sobre as formas de atuação sob novas diretrizes que estão sempre seguindo neste mercado que acompanha o dia a dia do cidadão.
